Hora de mostrar atitude e empatia

Pandemia expôs muitas pessoas a condições de vulnerabilidade e evidenciou ainda mais as dificuldades de comunidades carentes. Como forma de prestar apoio, empresas estão realizando série de doações

Estamos vivenciando a concentração do maior número de doações privadas de toda a história do Brasil para a área social. Até o momento, já foram registrados mais de R$ 2,1 bilhões destinados a ações, segundo levantamento da Fundação Dom Cabral. A máxima que diz que é “na crise que se cresce” tem sido utilizada como alicerce por muitas empresas. Não no sentido econômico do termo, mas como potencial para prestarem um serviço de suporte a sociedade neste momento de enfrentamento da Covid-19.

Além do aspecto financeiro, posicionamento e propósito se tornaram ainda mais evidentes e necessários como forma de aproximação com as pessoas, além de reforçarem a responsabilidade não só na geração de renda para o País, mas como apoiadores da melhoria da qualidade de vida. Confira a seguir as iniciativas já realizadas e em andamento que propõem cooperação e sinergia para passarmos por este período conturbado.

Itens básicos  

Como forma de auxílio foram doadas cestas básicas, produtos de higiene, entre outros itens para famílias em situação de risco. A Alelo, por exemplo, doou 30 mil cestas em São Paulo, além de custear os cartões de refeição, e reverter toda a receita das transações. A B3 também realizou dações de cestas.

Outra iniciativa foi da Alpargatas, que realizou a destinou 100 mil kits de produtos essenciais para pessoas necessitadas.

Rendimentos

Até o fim de março, o valor integral das vendas de sanduíches da rede Burger King foi direcionado ao Sistema Único de Saúde (SUS). E a Cacau Show doou R$ 1 milhão para compra de respiradores.

Mudança na produção

A Ambev está produzindo álcool em gel para hospitais públicos municipais de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. E, junto com a Prefeitura de SP, Gerdau e o Hospital Albert Einstein, também ajudou na construção de um hospital público com 100 leitos para atender a demanda gerada pela pandemia.

Fechamento de lojas e unidades

Para garantir o isolamento social recomendado pela OMS, marcas, como: Adidas e GM paralisaram as atividades. As redes Magazine Luiza e Lojas Marisa também informaram o fechamento de todas as suas lojas.

Deslocamentos

As empresas de aviação sofreram com a redução dos itinerários e adotaram a diminuição nas ofertas de voo no mundo inteiro. Entre as companhias que adotaram essas medidas está a Air France.

No território nacional, a Azul e a Gol também seguiram esta mesma política. Ainda no ramo da aviação, a Boeing suspendeu a fabricação de aeronaves nos Estados Unidos.

Já a Emirates trouxe de Dubai para o Brasil 500 mil unidades de testes rápidos para diagnosticar o vírus.

 

Fonte: Fundação Dom Cabral.