Da cirurgia ao tratamento de câncer: saiba em que situações é usado o sangue doado

imagem de uma doação de sangue com a enfermeira e paciente

Uma doação de sangue leva cerca de 30 minutos, retira apenas 10% do volume total de sangue do doador e pode salvar 04 vidas. São inúmeros os tratamentos de doenças que precisam de transfusões de sangue.

Estes cenários são desde transfusões de emergência, como situações de acidentes em que o paciente perdeu uma grande quantidade sanguínea, ou cirurgias complexas em que também há alto volume de perda; até processos pré-operatórios e tratamento de condições como a talassemia: um tipo de anemia que demanda até 18 transfusões ao ano, sendo que o paciente tem necessidade de receber transfusão ao longo da vida.

Além disso, o sangue doado ajuda pacientes lutando contra doenças hematológicas, ou seja, condições médicas que comprometem a produção e funcionamento adequado de hemácias, plaquetas e leucócitos, os componentes do sangue. Cirurgias de transplante de grande porte também demandam um alto volume sanguíneo à disposição da equipe médica, e pacientes com doenças pulmonares também precisam de transfusões durante seus tratamentos.

O tratamento contra o câncer, principalmente a quimioterapia, tem um efeito tóxico no corpo, o que altera a produção dos componentes sanguíneos. Em casos oncológicos, a transfusão acontece em diversas etapas do processo, repondo as células que a medula óssea produz, corrigindo possíveis anemias e agindo na produção de plaquetas, principalmente.

Todas essas demandas de transfusão são constantes, por isso a necessidade de se contar com a ajuda de doadores constantes.

O que cada componente sanguíneo faz?

 As hemácias são responsáveis por levar o oxigênio para todo corpo humano e também pela cor vermelha no sangue: da doação, são separadas no grupo concentrado de hemácias.

As plaquetas são claras, responsáveis pela coagulação sanguínea: evitam sangramentos longos, estimulando uma espécie de tampão interno nos vasos sanguíneos. Separadas, formam o concentrado de plaquetas.

A parte líquida do sangue é o plasma, que auxilia as plaquetas na coagulação. No processo de separação após a doação, ele é congelado, e um precipitado de seu descongelamento gera o CRIO, utilizado em pacientes que têm deficiência no processo de coagulação.

Depois da doação e da separação, todos os volumes são testados para identificar o tipo de sangue e também possíveis doenças. Uma vez aprovados, são distribuídos congelados para centros médicos e utilizados dentro das suas datas de validade: plaquetas duram 5 dias, hemácias 35 dias e o plasma até dois anos.

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