Projeto Trakteiras oferece contratação de mães em home office para reinserção no mercado de trabalho

Proposta do projeto é omentar o mercado feminino de trabalho, ajudar mães que perderam seus empregos e aquelas que precisam incrementar a renda familiar

A tendência do home office antecipada pela pandemia acelerou um projeto pensado pela plataforma de design alagoana Trakto para fomentar o mercado feminino de trabalho, ajudar mães que perderam seus empregos e aquelas que precisam incrementar a renda familiar.

“Elas têm uma jornada tripla, quádrupla, e tentam conciliar as diferentes esferas da vida. Mesmo as que são donas de seus próprios negócios precisam sair de casa para trabalhar e deixar seus filhos com um cuidador. Se não há ganho suficiente para contratar essa ajuda, a mulher fica ainda mais sobrecarregada ou perde a chance de entrar no mercado de trabalho e incrementar a renda familiar”, explica Paulo Tenório, CEO da Trakto.

O projeto Trakteiras consiste em criar oportunidades de trabalho e renda para mulheres, já que o aumento do desemprego feminino, que é um dos piores legados da Covid-19, alcançou 16,45% em 2021 – um recorde em nove anos, de acordo com os dados do IBGE. Para se ter uma ideia, o indicador entre os homens foi bem menor, de 10,71%.

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Segundo o relatório “Global Gender Gap Report 2020”, realizado pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com o Instituto Internacional de Pesquisas (Ipsos), a dupla jornada de trabalho da mulher se estendeu durante a pandemia, sendo as mães as mulheres mais afetadas.

Além disso, o retorno ao mercado também tem sido mais difícil para elas. A busca por um novo emprego tem sido mais difícil para as que ficaram fora do mercado na pandemia.

A Trakto capacitou cerca de 50 mães para atuarem como assistentes de mídias sociais, produção de conteúdo e manuseio da ferramenta para atuarem junto aos clientes da Trakto. Hoje, o projeto conta com 20 Trakteiras ativas, distribuídas entre 14 clientes.

São mulheres advindas de vários estados brasileiros como Alagoas, São Paulo, Paraná e Pernambuco, com diferentes realidades econômicas e sociais.

Desde a sua implementação, as Trakteiras já atenderam cerca de 20 clientes. Do total investido no projeto, 70% da renda obtida é destinada à remuneração das mães e apenas 30% são reservados para o custeio.

Fonte: São Paulo para as Crianças.