A solidariedade dos enviados do Papa à Ucrânia também em Roma

Neste domingo (3), os cardeais Czerny e Krajewski estiveram envolvidos em iniciativas de caridade ao lado de ucranianos que sofrem e também de muitos pobres das periferias da capital italiana

Os enviados do Papa Francisco à Ucrânia nas últimas semanas para oferecer a mão estendida da Igreja ao país devastado pela guerra continuam a missão que lhes foi confiada pelo Pontífice, permanecendo ao lado dos necessitados. Neste domingo (3), o cardeal Michael Czerny, prefeito interino do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral, e o cardeal Konrad Krajewski, esmoleiro pontifício, estiveram junto à “Via Ardeatina”, uma antiga estrada a 39 quilômetros de Roma.

Trailer e ambulância da Elemosineria

Em algumas instalações desativadas e renovadas por voluntários junto à Fundação Santa Lúcia na Ardeatina, foram estacionados um trailer e uma ambulância da Elemosineria Apostólica com a parceria de muitos médicos: otorrinolaringologistas, geriatras, oftalmologistas e muitos outros para o Dia da Saúde. “A caminho das periferias e do próximo” foi a motivação recebida por muitos médicos, enfermeiros e estudantes de medicina e concretizada neste domingo (3) ao oferecer – gratuitamente – testes de Covid, medicamentos, consultas e cuidados primários, além de um café da manhã para aqueles que precisam de um prato de comida. Toda semana, 30 famílias já recebem essa doação das mãos dos voluntários

O exército da paz

O cardeal Czerny ofereceu a sua proximidade celebrando uma missa na Basílica de Santa Sofia em Roma, o coração da solidariedade de muitos italianos em relação aos ucranianos. Na homilia, o purpurado recordou as viagens que o levaram a entrar no país devastado pelo conflito com a Rússia.

Ele explicou: “estou feliz por celebrar com vocês, porque, por causa da guerra, que o povo está atravessando, pude ver, não diretamente nas regiões de conflito, mas aos olhos das mulheres e crianças que conheci: pessoas em fuga, desenraizadas, perdidas, que numa mochila ou numa sacola de compras levam tudo o que lhes resta”. Nas fronteiras húngara e eslovaca, continuou o cardeal, “vi muitas pessoas comprometidas com a paz, aproximando-se dos refugiados, enquanto os soldados estão ocupados em fazer a guerra. Aqueles que acolhem são um verdadeiro exército de paz que se mobilizou por iniciativas de acolhimento e solidariedade”. O convite do cardeal Czerny foi para se agarrar às promessas de Deus que nunca decepcionam porque são “promessas de vida”.

Fonte: Vaticano News