Colaboradores da FTD participam de bate-papo sobre a importância da amamentação

Iniciativa buscou promover um espaço de diálogo e orientação sobre a importância da amamentação que é urgente 

Cuidar tem sido um tema central durante a pandemia. Com a intenção de acolher as mamães e colaboradores da FTD foi organizada a live ‘Gente e Cultura Semana Mundial da Amamentação’. O bate-papo oportunizou a troca de conhecimento sobre a importância da amamentação. Foram convidadas para apresentar o tema a doula e consultora em amamentação, Ana Paula Oliveira, e a colaboradora da FTD e mãe , Aline Machado.

Mesmo à distância, encontros como este tem sido pontes de aproximação e aprofundamento sobre questões essenciais e que dizem respeito à saúde. Segundo Ana Paula, falar sobre amamentação é urgente, pois a média no Brasil é de que um recém-nascido seja amamentado por apenas 54 dias.

“Esse não é um cenário muito positivo. Uma mãe não consegue amamentar o seu filho ou filha nem por dois meses.  A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Associação Brasileira de Pediatria preconizam que a amentação seja feita de forma exclusiva até os seis meses de idade ou dois anos de idade. E são inúmeros fatores que dificultam esse processo”, explicou a doula.

Todos pela amamentação

Nessa temática, e principalmente no último ano, tem sido reforçado que a mamaentação é responsabilidade de todos. Assim, a rede de apoio se torna fundamental para amamentação do bebê conforme as recomendações. É preciso desenvolver empatia com a futura mamãe desde o início da gestação. E intensificar durante o desenvolvimento da criança. Afinal, para produzir leite a mãe precisará de repouso e tranquilidade.

Além do esforço em casa e dos familiares, outro ponto que ainda precisa melhorar são as políticas públicas. “Essa conta não fecha. Hoje temos uma licença de quatro meses e uma orientação para amamentar até os seis. Outro ponto é a falta de orientação de obstetras e/ou pediatras. E na conversa dentro da própria família,  precisamos caminhar para uma mudança de cultura sobre o aleitamento materno”, ponderou a doula.