Como as pesquisas e tendência de mercado podem ajudar a superar desafios e propor inovações

As soluções do pós-pandemia passam pela observação de pesquisas e tendência para imaginar como será o futuro

O cenário da pandemia parecia impensável antes de se tornar uma realidade. Algumas mudanças ocorridas a partir deste cenário já estavam sendo antecipadas por pesquisas e tendências. Muito embora ainda estejamos vivendo a pandemia, observar e projetar o futuro é importante. Afinal, é preciso buscar se posicionar para o que ainda está por vir. Entre as formas para superar desafios e propor inovações está a análise de pesquisas e tendência de mercado.

Como observa o responsável de Relações Institucionais no Instituto Sivis, Jamil Assis, a opinião da população e a percepção de situações específicas são sempre fundamentais. “O momento atual de rápidas mudanças culturais e políticas exige que nos adaptemos. A utilidade de um olhar mais detalhado sobre situações passadas e, principalmente, o clima e opiniões da população, está em aprendermos sobre o que funcionou ou não. Além disso, nos informarmos da melhor maneira possível sobre o ambiente cultural e político que estamos entrando”, pontua.

Assis lembra que Solidariedade continua sendo considerada fundamental no cenário atual

Isso porque, um período de mudanças extremas no comportamento social como oportunizado pela pandemia traz grandes rupturas. Assim, nos próximos anos será possível acompanhar mudanças sociais, econômica, políticas e tecnológicas. Como destaca Assis, apurar a percepção sobre como esse cenário todo está sendo percebido é uma forma de aprimorar processos internos para as organizações, por exemplo. “Questões como o grau de confiança entre as pessoas ou o grau de confiança em certas instituições, nos ajudam a pensar soluções ou mesmo ajustar nosso discurso, independente da área em que atuamos”, explica.

Cidadania e Solidariedade

No ano passado, a Província Marista Brasil Centro-Sul em parceria com o Instituto Sivis, lançou o e-book ‘Solidariedade: o que esperar do futuro?’. O material trouxe um recorte de dados, estatísticas e tendências de futuro para a cidade de Curitiba. E como reflexo da pandemia, notou-se um comportamento das pessoas estarem voltadas às práticas solidárias na superação dos desafios do período.

Segundo observa Assis, esse movimento de solidariedade continua se mostrando necessário e se alinha muito às noções de cidadania que são necessárias para promoção das mudanças. “O momento pede muito respeito ao outro e sua liberdade – inclusive de expressar suas insatisfações, medos – mas sem renunciar à solidariedade. Essa virtude que nos orienta a tratar o próximo como alguém que merece se desenvolver e realizar, tanto quanto nós mesmos, e que todos devem ser dignos de confiança e respeito”, observa.

Essa coletividade e engajamento das pessoas reflete na colaboração para resolução das mais diversas questões. E, no fundo, se torna uma força propulsora evitar mais desagregação, radicalização e individualismo.

Respondendo a Crise

O Instituto Sivis vem realizando ainda uma série de investigações que resultaram, até o momento, em dois relatórios chamados ‘Valores em Crise’. As edições 1 e 2, trazem um recorte das ondas da pandemia vividas pelos brasileiros. E os resultados para cooperação social indicaram certo grau de disposição dos brasileiros em engajarem-se com as comunidades com as quais convivem, principalmente se elas são próximas de suas realidades.

Outro ponto observado é que 73,6% dos brasileiros entrevistados dizem concordar totalmente que a democracia é a melhor forma para gerenciar situações de crise como a que vem sendo enfrentada. Os relatórios podem ser consultados na seção ‘Pesquisas’ aqui do portal SQA ou no link https://sivis.org.br/Vic/.