Estudantes de Curitiba fazem campanha para combater a pobreza menstrual

Ação busca auxiliar mulheres que estão em condição de vulnerabilidade social

Dados da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) apontam que cerca de 25% das meninas que têm entre 12 e 19 anos deixam de ir às aulas por não terem acesso a absorventes íntimos.

Junto de condições econômicas precárias, que as impedem de poder comprar o item de higiene, há também muita desinformação – mais de 60% de todas as meninas do mundo não recebem informações ou não têm com quem conversar sobre menstruação – que é um processo natural e fisiológico de seus corpos.

Essa realidade ocorre em todos os lugares, muitas vezes, em escolas e instituições de ensino próximas.

Reconhecendo esses casos e a urgência do assunto, um grupo de alunas de jornalismo da PUCPR – instituição de ensino parte do Grupo Marista – resolveu unir forças para reduzir os impactos da chamada pobreza menstrual, resultando no Projeto Menstruô.

Com o apoio da Identidade Institucional PUCPR, um setor da instituição que auxilia e promove articulações entre a comunidade acadêmica e a sociedade, as cinco alunas iniciaram uma campanha de arrecadação para a aquisição de absorventes que serão distribuídos às 166 alunas da Escola Estadual Manoel Ribas, na Vila Torres, em Curitiba.

A meta é chegar a 200 pacotes, o que representa pelo menos 8 unidades para cada menina. Mas o propósito é reunir esforços para disponibilizar quantidades suficientes para que os itens fiquem à disposição das estudantes – representando uma mudança significativa na realidade delas.

Por que e como doar?

A iniciativa partiu das cinco estudantes da PUCPR e foi amplamente incentivada pelo núcleo da instituição.

Para as graduandas, essa é uma forma de agir em prol da sociedade e transformar realidades de quem compartilha necessidades parecidas em relação aos itens de higiene. Também é uma chance de levantarem mais debates sobre as condições de meninas e mulheres que sequer têm acesso às informações sobre seus corpos e cuidados.

Para a instituição, essa é uma forma de aproximar seus alunos da comunidade – fortalecendo uma das bases do ensino universitário: a extensão dos conhecimentos para a transformação social.

Assim, o projeto não está restrito à comunidade PUC ou Grupo Marista – todas as pessoas que quiserem doar, podem ajudar com contribuições financeiras (por pix para [email protected]; ou via Picpay, pelo projetomenstruo) ou ainda fazendo doações de pacotes de absorventes diretamente no bloco azul, dentro da PUCPR.

Fonte: Grupo Marista.