Inciativa da FDT mobilizou debate sobre o Dia da Consciência Negra para colaboradores

Debate foi organizado em parceria com a empresa De Pessoa pra Pessoa e teve o objetivo fomentar a reflexão sobre as questões raciais  

A partilha e o apoio mútuo são fundamentais para promover a transformação da sociedade, abrigando toda diversidade que existe. As pessoas não nascem racistas ou preconceituosas. Existe um dever na desconstrução dos padrões hegemônicos que oportunizam a desigualdade social. Sabendo da importância deste movimento e marcando a celebração do Dia da Consciência Negra, a FTD Educação, em parceria com a empresa De Pessoa pra Pessoa, oportunizou um momento de reflexão junto aos colaboradores.

A conversa foi mediada pela Adriana Alves. A representante da De Pesoa pra Pessoa,  trouxe luz para assuntos como assumir a própria identidade, sistema obsoletos de privilégios e os muros sociais que ainda enfrentados. A promoção deste tipo de atividade busca valoriza e potencializa o compartilhamento de história e de reflexões da vida real.

Confira em nossa Playlist Solidária a perspectiva da Adriana sobre o tema

Ao longo do debate, a reflexão foi direcionada “para enxergar nossas próprias faces” como sugeriu Adriana, no ato de reconhecer dentro das variadas instituições, sejam elas públicas, privadas ou de ensino, os espaços de lideranças pouco ocupados e os sistemas de privilégios dificilmente alcançados pelos negros e negras. Compartilhando sua própria trajetória, Adriana, destacou os desafios enquanto gestora de uma multinacional, as dificuldades que enfrentou para alcançar seu lugar dentro do mundo coorporativo. Além das dificuldades externas as internas, a mediadora precisou passar por um processo de autoaceitação e de reconhecer-se estudiosa, inteligente e competente, independentemente de seu cabelo crespo, suas raízes ou história.

A roda de conversa contou com a participação de 32 colaboradores da FDT que trouxeram também seus aportes sobre o tema, ajudando a promover mais histórias como a da Adriana, mulher, negra, brasileira, agora empoderada e radiante por estar mais preenchida dela mesma. Esse trabalho que a mediadora vem desenvolvendo pela De Pessoa pra Pessoa é uma oportunidade de criar um espaço seguro e de apoio para o entendimento da inclusão do negro e negra com a autoafirmação de sua identidade, livre de preconceitos.

Afinal, é possível mudar?

Mudanças assim, estruturais, só ocorrem quando estamos todos dispostos e juntos. Todos como humanos de diferentes etnias tornam possível contar uma nova história, através da conscientização contra qualquer tipo de racismo. Este consenso deve ser permanente e constante para alcançar um lugar onde se possa viver com atenção aos vários elementos de nossas culturas, para a sobrevivência de todas as identidades únicas. Para Adriana, “ninguém nasce intolerante ou preconceituosos, estes são comportamentos aprendidos”. Como seres sociais construímos o racismo e a desconstrução destes aprendizados depende de todos. São necessários novos olhares, perspectivas e atitudes, uma sociedade mais inclusiva e diversa é possível.