Iniciativas do Grupo Marista promovem acessibilidade digital para pessoas surdas

Adaptações simples dentro do campo audiovisual que fazem toda a diferença na vida de pessoas com surdez

Setembro é marcado pela luta das pessoas com deficiência auditiva – o Setembro Azul. Entre inúmeras pautas e conquistas que ainda são necessárias, destacam-se a inclusão social e digital.

Ela é um direito e, por meio dela, as visões de mundo são enriquecidas, as experiências ganham mais significado e a diversidade se faz presente. Por isso, não dá para falar de educação transformadora sem pensar em acessibilidade, sobretudo diante das mudanças e avanços tecnológicos.

O site Defenda-se, campanha do Centro Marista de Defesa da Infância, produz vídeos com tradução para Libras, audiodescrição e legendas. São adaptações simples dentro do campo audiovisual, mas que fazem toda a diferença na vida de pessoas com surdez.

O portal disponiiliza uma série de conteúdos voltados à autodefesa de crianças contra a violência sexual, de modo que elas possam identificar caso seja vítimas e saibam o que fazer.

Tudo é produzido com extremo cuidado na abordagem – tanto no que se refere ao modo de construir a linguagem e passar as informações adequadamente às faixas etárias quanto às possibilidades de incluir todas as crianças, respeitando suas necessidades e diversidades.

O site da campanha Defenda-se, que também tem tradução em Libras, conta ainda com a tradutora virtual Maya. Com um clique, ela começa a traduzir o conteúdo para a língua de sinais, facilitando a disseminação de informações.

Outro exemplo, também promovido pelo Centro Marista de Defesa da Infância, é o projeto Brincadiquê? Pelo Direito de Brincar. Há cerca de 40 vídeos acessíveis que ajudam a levar informações sobre educação e a importância do ato de brincar na infância. O portal ainda conta com filtros que facilitam usuários a encontrar os conteúdos acessíveis.

O caminho para a inclusão ainda é longo

Não é nenhuma novidade que a internet ascendeu nos últimos anos e se tornou uma das formas mais comuns de interação, informação, estudos e lazer. Porém, pessoas surdas ainda encontram barreiras para navegar no meio digital devido ao descumprimento da Lei no 13.146, também chamada de Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, sancionada em 2015.

O artigo 63 dela garante, na esfera legal, que empresas públicas e privadas utilizem recursos acessíveis para pessoas com deficiência. Apesar disso, menos de 1% de todos os sites ativos no Brasil são totalmente acessíveis, o que afeta cerca de 10 milhões de brasileiros que têm algum grau de deficiência auditiva.

Criar plataformas e conteúdos acessíveis é uma forma de trabalhar pela inclusão, facilitar o acesso às informações e permitir que o espaço web seja de fato democrático. Com conhecimento e uma interação mais diversa, usar a internet é uma ótima oportunidade de ter experiências significativas para adultos e crianças.

Pensando nisso, o Centro Marista de Defesa da Infância (CMDI), organização parte do Grupo Marista que produz e veicula diversos conteúdos informativos, aposta em recursos acessíveis, tradução para Libras e legendagem como uma potente ferramenta de educação, orientação e transformação social.

Mais do que facilitar o acesso de pessoas com surdez ao conteúdo, essas ações ajudam a construir um ambiente digital, de fato, mais diverso, resultando em uma convivência inclusiva.