Ser solidário: o quanto podemos transformar o mundo ao nosso redor

Inciativas individuais e conjuntas motivam a união das pessoas e promovem o apoio mútuo de diversas formas de ser solidário

Trabalhar com um propósito e atuar para ajudar o próximo são intenções de quem encontra no voluntariado um significado. Essa ação individual acaba despertando um sentimento de união que vai se multiplicando. Para Nilza Maria Brenny, o voluntariado é sobre cuidar e acolher, e seu envolvimento na área já ultrapassa os 15 anos. Hoje ela coordena o núcleo de voluntariado do Hospital Marcelino Champagnat e do Hospital Universitário Cajuru, ambos do Grupo Marista e localizados em Curitiba (PR).

Nilza conta que ao longo dos anos foram inúmeras ações realizadas pelo núcleo dos hospitais, tanto para pacientes como para todas as equipes e colaboradores. Na perspectiva da coordenadora, o voluntário é uma pessoa alegre e que diante do cenário da pandemia a presença física dessas pessoas está fazendo muita falta.

“Grupos de palhaços e músicos, costumavam fazer visitas para os pacientes, passeios nos jardins e corredores e assim alegravam a todos. Porém, com o acesso aos hospitais restringido as ações foram sendo adaptadas”, relata a coordenadora.

CORRENTE DO BEM EM AÇÃO

Mesmo com o distanciamento, novas ideias e novos voluntários não deixaram de apareceram. Houve a mobilização de um grupo de costureiras que confeccionaram máscaras de proteção para funcionários dos setores administrativos e seus familiares, bem como para os acompanhantes e visitantes que passavam pelos hospitais.

No total, foram mais de 75 mil máscaras produzidas e distribuídas. Além das costureiras, a ação só foi possível graças ao apoio da equipe do transporte solidário, encarregados de levar e trazer o tecido comprado pelo Hospital Cajuru e depois transportar as máscaras para serem entregues.

FUXICOS

E como forma de reconhecer os profissionais da linha de frente, outra iniciativa que levou carinho e afeto foi o desenvolvimento de uma boneca de fuxico para presentear as equipes de enfermagem e de médicos. “É uma corrente do bem! Nessa experiência única que todos estamos passando devido a COVID-19, o contato físico do dia a dia foi perdido, e todos nós somos impactados. Quando as equipes se sentem acolhidas, os pacientes também sentem essa boa energia”, revela Nilza.

Equipes do Hospital Cajuru receberam um presente da equipe de voluntários.

ARRECADAÇÃO CONTÍNUA PARA PRODUÇÃO DOS MATERIAIS

Segundo Nilza, “a ideia é não parar”. Assim, o núcleo de voluntariado segue com muita garra e determinação. No período de Festa Junina foi levantado dinheiro para a distribuição de docinhos, por exemplo. E a produção de lembrancinhas de final de ano já está em andamento, e estão sendo produzidas a partir de arrecadações de CDs sem uso e de pedaços de tecido.

As doações podem ser realizadas diretamente no Núcleo de Ação de Voluntariado do Hospital Cajuru, localizado na Avenida São José, nº 300, bairro Cristo Rei, em Curitiba. E podem ser entregues diretamente no setor de voluntariado para a própria Nilza.

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Atitudes de bondade e amor ao próximo renovam as esperanças em um momento tão necessário, chegando a refletir em quem nem sequer conhecemos, apoie e ajude esses projetos. E se quiser se candidatar como voluntário no hospital, acesse: https://www.hospitalcajuru.org.br/voluntariado/.